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Suzuki RM 450 Visitas: 1584

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Finalmente chega o sistema de injeção eletrônica para motocicletas de cross.

Até o começo dos anos 2000, as motocicletas de competição ainda utilizavam motores de dois tempos. Com o desenvolvimento dos motores de 4 tempos, a fim de superarem e conseqüentemente substituírem os dois tempos nas pistas, logo chegou mais desenvolvimento tecnológico, e conseqüentemente, mais “parafernália” eletrônica.
Porém, diferente da motovelocidade, o sistema de alimentação feito por injeção eletrônica demorou muito para chegar nos modelos de cross e só agora nas novas versões 2009 da Suzuki, Kawasaki e Honda esse sistema foi adotado. A Yamaha é a única que permanece com o antigo carburador. A mudança só vem em 2010. Esse novo sistema entra na categoria mais forte do MotoCross: as 450 cc, que desenvolvem mais de 60 cv no motor monocilíndrico. São o que tem de melhor para essa modalidade, como as motocicletas de Moto GP da velocidade.

Porque tanto tempo?
No sistema de injeção são adotados, no mínimo, mais de 40 itens eletrônicos. E, como todos sabem, a modalidade off-road exige ao máximo de durabilidade aos inúmeros impactos. Saltos com mais de 8 metros de altura e de 30 metros de distancia geram um impacto absurdo. Sendo assim, foi extremamente difícil acertar em um sistema que ainda por cima tem que ser ao máximo preciso, pois trata-se do mais fino acerto para obter mais desempenho, qualquer detalhe faz muita diferença.
A injeção traz muito mais tecnologia, através de acessórios eletrônicos é extremamente fácil mudar o comportamento da motocicleta em simples ajustes de um botão, fato que só seria possível depois de muita mão de obra, após retirar o carburador, sua cuba e substituir giclês de baixa, alta e posicionamento da agulha. Ou seja trocou-se as ferramentas e muito tempo de mão de obra por computadores, afinando muito mais a mistura para se obter melhor funcionamento, em uma maneira infinitamente melhor.
O sistema também demorou a chegar pelo alto custo desse desenvolvimento, esse modelos especiais já são caros e com certeza seria transmitido ao consumidor final facilmente.

Lançamentos mundiais
Tão rápido como seus lançamentos nos “gringos” acaba de chegar ao Brasil a nova Suzuki RM450Z, a Kawasaki KX e a Honda CR450F devem estar em solo nacional até o meio do ano, ambas modelos 2009 com o novo sistema.
Trata-se da principal categoria do MotoCross, são as motos de MotoGP da terra. A nova Suzuki traz o vice campeonato mundial de MotoCross, e números de fazer inveja, como peso de 112kg e motor que supera os 60 cv originais de fabrica. Sua potencia não é declarada, mas estimasse que as 450 já estão próximas dos 70cv.
Antes mesmo de andar, me surpreendi com tanta compactação da RM, ela é tão fina quanto a uma 125 cc, realmente foi o que chamou mais atenção de todos presentes no teste, ela esta muito pequena. O banco segue a tendência mundial de fazer com que se torne o mais reto possível, oferecendo uma área extensa ao piloto e principalmente sem níveis de altura diferentes. Com isso o piloto pode mudar constantemente seu posicionamento, colocando seu peso mais a frente em uma entrada de curva, dando mais aderência a roda dianteira ou então se projetar o mais para traz possível para deixar a frente leve e superar uma sessão de costelas. Isso é tão visível que o novo tanque não se sobressai, ele fica entre o quadro não aumentando em nada o volume da motocicleta. O novo tanque é feito em alumínio e é totalmente protegido pelo quadro.
Tornerinha de combustível nunca mais, ter que fechar a passagem de combustível e deixar o motor ligado até secar a gasolina ds carburadores finalmente não é mais necessário.

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Fantástico na primeira partida a moto ligou, um pedal mole e macio que desce com facilidade e faz com que a motocicleta funcione muito rápido, mesmo quando fria.
Esperei o motor aquecer e desci para a pista, foi me adaptando aos poucos pois falta muito braço para acelerar mesmo uma 450. Extremamente explosiva qualquer virada no acelerador o motor explode muito rápido, mesmo que em terceira marcha qualquer descuido faz com que a frente levante de uma forma estúpida. A impressão de brutalidade é tanta que ainda não existe um modelo que possa fazer uma comparação, sem brincadeira nem a melhor esportiva de 1000cc transmite essa sensação, a RM450Z é muito forte.
Comecei a entrar nas curvas com uma marcha a mais, como se estivesse “xoxa” assim conseguia fazer uma traçado redondo e mesmo assim bastava virar o acelerador para o motor encher rapidamente.
Nas primeiras voltas cansei muito fácil, parei do lado da carreta e resolvi chutar um acerto melhor da suspensão dianteira, pois a frente estava batendo muito forte.
Esvaziei mais o pneu, para 12 libras e com dois apenas dois “cliques” no parafuso de compressão das bengalas tive um acerto muito diferente. Essas suspensões oferecem total ajuste, entre carga de mola, válvula de retorno e compressão, mas é impressionante o quanto qualquer pequeno ajuste é extremamente sensível. A moto era outra, absorvendo bem melhor os impactos e principalmente mantendo a roda dianteira mais tempo no chão, oferecendo uma estabilidade bem maior.
Segundo treino, corpo quente e já mais habituado com a moto, será??? Mesmo já sabendo da sua potencia absurda ela continuava me supreendendo, vinha nas curvas com a traseira de lado e bastava qualquer “caroço” que lhe desse mais aderência para ela me dar um coice para frente de imediato. Sem exageros nenhum é indescritível o desempenho dessa motocicleta.
No dia usei três tipos de combustível diferente, gasolina Petrobras Podium, Aditivada e comum, diferenças que fariam um modelo carburado pipocar em algumas situações. A injeção eletrônica foi perfeita e climatizou tudo rapidamente, sentimos um pouco a diferença de desempenho entre os combustíveis, mas nenhuma falha a moto funciona perfeita.
Um único problema continua sendo a partida da motocicleta quente quando a deixamos morrer, é bem diferente de quando a motocicleta é desligada e o descompressor automático funciona. Durante a sessão de fotos deixei a motocicleta morrer umas três vezes e para dar a partida me cansava mais do que completar umas 2 voltas com a mão colada, era necessário “pedalar” no mínimo umas 5 vezes para sentir o descompressor funcionado e daí sim o motor dar a partida. Sonhei com uma partida elétrica, porém ela tem 112 kg, um sistema de partida elétrica somaria alguns kg totalmente dispensáveis.
Antigamente muitos gostavam da RM porém como uma motocicleta equilibrada, na sendo a mais forte e sim a mais na mão de pilotar. Ela continua com essa caracterisitca no conjunto, é extremamente dócil e ágil, tanto para rasgar as curvas quanto nos obstáculos, as suspensões, quadro e freios funcionam na mais perfeita harmonia, porém o motor... que absurdo, hoje tem tudo para se tornar referencia na categoria mais forte do MotoCross e supercross, a nova RM450Z é fenomenal.
O melhor é que já esta sendo importada ao Brasil oficialmente, tendo toda estrutura pós venda de uma grande marca.    



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